Quando descobriu que estava grávida a alegria não foi contagiante. As emoções se misturavam entre expectativa e medo. Afinal este é um momento único na vida de uma mulher, que necessita de muita atenção e cuidado.
Recebida a boa notícia ela precisava trabalhar ainda mais e continuou na função de manicure, indo na casa das clientes para prestar os seus serviços. Uma cliente era especial e amiga de todas as horas. Sempre que a visitava, além de arrumar suas unhas, se demorava em agradáveis conversas que nem sentiam o tempo passar.
Recebida a boa notícia ela precisava trabalhar ainda mais e continuou na função de manicure, indo na casa das clientes para prestar os seus serviços. Uma cliente era especial e amiga de todas as horas. Sempre que a visitava, além de arrumar suas unhas, se demorava em agradáveis conversas que nem sentiam o tempo passar.
Mas naquele dia tudo estava diferente. Devido à gravidez inesperada ela estava aflita e confiou a sua amiga a tarefa de confortá-la do medo que sentia. Como sua amiga já tinha passado por esta situação, tratou de orientá-la, de acalmá-la lendo alguns salmos da Bíblia e sempre terminava com uma oração. Um salmo em especial ela gostava muito, que descrevia o cuidado de Deus com seus filhos ainda no ventre da mãe: o salmo 139. E foram muitos destes momentos entre as amigas durante toda a gestação.
A gravidez transcorreu com toda a normalidade e chegou o grande dia do nascimento do bebê e ela deu a luz a um lindo e forte menino. Ela ficou muito feliz, mas ainda estava muito apreensiva. Passados alguns dias foi necessário fazer o teste do pezinho, exame obrigatório onde se detectam muitas doenças nos recém-nascidos. Casualmente sua amiga estava com ela e presenciou a coleta do sangue pelo laboratório e antes que o procedimento terminasse, ela pediu que sua amiga fizesse outra oração, demonstrando ainda muita aflição.
Nada foi diagnosticado na criança e somente depois do resultado que ela pode contar o que estava acontecendo para a sua amiga. Foi então que abriu seu coração revelando um grande segredo. Ela contou que já havia engravidado antes, que teve outro filho, que ele nasceu com uma grave doença e morreu cinco meses depois do nascimento. Que durante este período ela morou dentro de um hospital até o dia do falecimento de seu primeiro filho.
Os médicos constataram que o casal não poderiam ter filhos porque entre eles havia uma incompatibilidade sanguínea. Os filhos nasceriam com uma doença rara, que é detectada somente no teste do pezinho. Ela foi orientada por vários profissionais, inclusive conselheiros genéticos a não engravidar devido a possível anomalia. Os médicos se surpreenderam ao ver que eles tiveram um filho saudável, uma possibilidade inexplicável e remota entre milhões de casos.
A fé daquela jovem e em especial a certeza que tinha nas orações que sua amiga fazia por seu bebê, fez com que ela acreditasse cada vez mais em um Deus poderoso, desconhecido por muitos. E foi assim que a amizade entre as duas fortaleceu ainda mais e elas, além de amigas, passaram a ser irmãs da mesma fé e frequentadoras da mesma instituição religiosa, coisa que não acontecia antes.
Aquela moça aprendeu de um amor incompreensível e incondicional, porque além do milagre de ter outro filho, negando a todas as probabilidades científicas, ele nasceu completamente perfeito como descrito no salmo. Ela também aprendeu que não importa como somos e onde estamos Deus sempre estará cuidando de nós.
Tudo o que fazes é maravilhoso, e eu sei disso muito bem. Tu viste quando meus ossos estavam sendo feitos, quando eu estava sendo formado na barriga da minha mãe, crescendo ali em segredo. (Salmos 139:14 e 15)

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